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Foi em 18 de maio de 1974, em espaço publicitário de três páginas na Revista Manchete, então grande veículo de comunicação com alcance nacional, que Arthur de Andrade Filho anunciava a criação do Sausalito: “um bairro top”. O nome ele havia retirado da cidade de Sausalito, localizada ao lado de São Francisco, CA. Arthur a havia visitado e se apaixonado, e voltou ao Brasil disposto a implantar uma ideia que estava muito em voga na época: criar novos bairros planejados, com qualidade de vida, a até uma hora dos grandes centros, aproveitando a malha rodoviária existente ou planejada para acesso.

Arthur, através da Cabreúva Reflorestamento e Construções S.A., sua empresa, projetou o bairro levando em consideração três premissas básicas:

· Amplos espaços verdes;

· Facilidade de Acesso e circulação;

· Mínimo de vizinhança

Para isso, projetou um bairro com lotes grandes (acima de 1.000m²), permeado por extensas áreas verdes (sistema de recreio), servido por ruas largas e com fácil acesso ao futuro anel viário metropolitano, hoje conhecido como Rodoanel, cujo traçado inicial passaria ao norte do Loteamento. Arthur previa ainda que o Sausalito teria “um shopping center, clube esportivo, igreja, centro médico e todas as necessidades básicas para os residentes, a fim de proporcionar uma vida tranquila com o mínimo de visitas ao centro de São Paulo”.

Em 21 de agosto de 1974, a Cabreúva registrou, no Cartório do Registro de Imóveis de Mairiporã, o loteamento Sausalito, aprovado em 28 de março de 1974 pela Prefeitura Municipal de Mairiporã e pelo Serviço de Engenharia Sanitária do Estado de São Paulo em 18 de março de 1974. O bairro, com 1.029 lotes distribuídos em 232 hectares, possui aproximadamente 44km de vias e 390.363,75m² de áreas verdes e foi loteado de acordo com o Decreto-Lei nº58, em pleno respeito ao Código Florestal vigente à época.

As vendas principiaram no final dos anos 1970, e foi um sucesso estrondoso. As primeiras obras residenciais começaram nesta mesma época e, em pouco tempo, o Sausalito ganhava seus primeiros moradores. Nesta mesma época, a Cabreúva lançou o Sausalito II e começou a implantar o Sausalito III. Entretanto, o plano ambicioso foi brecado pela crise econômica advinda do segundo choque do petróleo, nesta mesma época, e a Cabreúva, segundo depoimento de antigos moradores, praticamente abandonou o bairro.

Muita coisa ficou por fazer: shopping, clube, igreja e centro médico nunca saíram do papel. A rede de água era absolutamente precária, mal servindo os poucos moradores que por aqui moravam. Para contornar as faltas constantes, muitos tinham sistemas precários com poços caipiras e bombas de baixa potência. Para completar, o bairro abandonado, sem portarias, servia a todo tipo de atividade criminosa. Foi na década de 1980 que grande parte da fiação elétrica existente foi furtada. Moradores mais antigos contavam que era comum estar em casa, assistindo televisão, e ficar às escuras porque alguém estava roubando fios. Em nossas ruas era comum a desova e desmonte de carros roubados, lixo, entulho, despachos de macumba e até mesmo a desova de cadáveres. O Sausalito estava em franca decadência e o preço dos imóveis sofria constante desvalorização. No final da década de 1980, um lote no Sausalito não encontrava compradores. Corretores da região lembram que, se trouxessem clientes aqui, perdiam as vendas e os clientes.

Foi nessa época que os poucos moradores pioneiros do bairro resolveram se unir e formar uma Associação de Moradores. Eles sabiam que, se conseguissem unir forças, poderiam salvar o Bairro e que, sozinhos, pereceriam. Nascia então a Sociedade Amigos do Bairro Sausalito, destinada a congregar moradores e proprietários de imóveis localizados no loteamento de mesmo nome. Aos poucos e com muito esforço por parte dos pioneiros, a Associação foi ganhando força e realizando investimentos maciços na recuperação do Bairro.

Em 1991, a Associação de Moradores foi reconhecida pelo Poder Público como entidade de utilidade pública. As portarias foram reformadas e ocupadas. A rede de água foi refeita e passou a receber investimentos na ampliação de sua capacidade, reforma, construção de novos poços, automação, adequação às normas técnicas, etc. O serviço de manutenção de ruas e logradouros foi estruturado e as ruas passaram a ser capinadas e varridas. A Associação passou a interagir com o Poder Público, solicitando e exigindo que as demandas do bairro fossem atendidas e os primeiros resultados começaram a surgir.

Tal como a Fênix que ressurgiu das cinzas, o Sausalito também renasceu. O bairro que era considerado o “patinho feio da Serra” tornou-se, menos de dez anos após o surgimento da Associação de Moradores, um dos melhores bairros para se viver, e isso refletiu diretamente na valorização de todas as propriedades. Se, em 1991, um lote no Sausalito não valia mais do que R$ 3.000,00, hoje este mesmo lote, com planta aprovada e licença de desmatamento válida vale 5.000% a mais: R$ 150mil, em valores corrigidos. Alguns lotes valem ainda mais, dependendo de sua localização. As residências foram igualmente valorizadas. Hoje, morar no Sausalito é sinônimo de morar bem, com conforto, em um bairro amplo, arborizado, seguro e tranquilo. Isto só foi possível pela ação direta dos moradores congregados na Associação de Moradores do Sausalito!

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